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O traçado do rio Paranapanema já aparece no mapa do Brasil de 1574.
Por volta de 1630, os bandeirantes paulistas entraram pelos sertões caçando os índios, criando um espaço desabitado que veio a ser preenchido nos séculos seguintes pelos Caingangues (grupo |
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| étnico Jê), vindos do sul, e pelos Tupinambás, oriundos da Serra do Mar. |
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| Nos séculos XVIII e XIX, uma nova leva de Guaranis migrou a partir do Paraguai. Não há remanescentes de grupos indígenas na região, pois seu encontro com os colonizadores provocou seu extermínio pela agressão ou por doenças como a malária. |
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| No início do século XVIII teve início a exploração do ouro na região. |
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| Durante décadas a mineração foi intensa: em 1728 havia quase mil escravos nos garimpos. O metal era levado para São Paulo por Itapetininga, onde já funcionava um registro desde 1721. Em meados do século XIX a mineração já havia sofrido declínio e os garimpeiros saíram da serra em direção aos campos. |
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| A passagem da alta bacia do Paranapanema para a do Tietê já era trilhada pelos índios pelo chamado Peabiru (conjunto de rotas que cruzavam a região) durante os séculos XVI e XVII, sendo que os colonizadores também utilizaram essas vias. |
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| Em 1730, o coronel Cristóvão Pereira de Abreu abriu um caminho – o Caminho do Sul, que passava pela vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba – visando o acesso aos campos do extremo sul do país para favorecer o escoamento da produção e intensificar o comércio pelos tropeiros. Estes eram homens condutores de "tropa" ou caravana de burros em viagens - cada "tropa" tinha doze burros. |
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| A atividade dos tropeiros nasceu com a descoberta do ouro em Minas Gerais e só começou a acabar como conseqüência da expansão das ferrovias e rodovias. |
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| Em 1886 iniciaram-se estudos e mapeamentos da região, visando sobretudo a expansão da lavoura do café, iniciada a partir de 1850 e que viria a ter sua melhor fase nas primeiras três décadas do século XX. |
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| A primeira expedição da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo organizada para a exploração dos rios Itapetininga e Paranapanema teve como responsável o engenheiro Theodoro F. Sampaio, cujo nome veio a ser atribuído a importante cidade do extremo oeste do estado. |
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| Este estudo já sinalizava o interesse do governo do Estado pela região que, em 1908, finalmente foi alcançada pela Estrada de Ferro Sorocabana. |
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| A chegada do trem promoveu o crescimento da economia e a melhoria da qualidade de vida na região. A ferrovia também trouxe os imigrantes alemães, japoneses e italianos, que viriam contribuir para um desenvolvimento ainda maior. Traços de sua cultura e tradições estão presentes por toda a região do Paranapanema. |
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| Várias cidades cresceram e se criaram pelos caminhos da Sorocabana. Vale a pena visitar o site www.estacoesferroviarias.com.br para conhecer mais sobre a história da Sorocabana e das várias cidades que cresceram seguindo as linhas do trem. |
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| Ao longo de quase 150 anos, dezenas de municípios foram fundados na região do rio Paranapanema, muitos deles estimulados pela força das ferrovias. E ganharam destaque no cenário do interior paulista: Capão Bonito (1857), Avaré (1861), Piraju (1880), Assis (1917), Ourinhos(1918), Presidente Prudente (1921), Paranapanema (1944), Teodoro Sampaio (1964), Rosana (1993), bem como, no Paraná, as cidades de Londrina (1934) e Paranavaí (1952). |
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| Finalmente, chegamos ao mais atual dos fatos que marcaram a história na bacia do Paranapanema: a chegada das grandes rodovias. |
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| As rodovias superaram a ferrovia promovendo uma profunda mudança no panorama dos transportes da região, sendo a Rodovia Raposo Tavares (SP 270) a mais importante, inaugurada na década de 50, estendendo-se de São Paulo a Presidente Epitácio. |
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| Com a rodovia Castelo Branco (SP 280) foram introduzidas novas técnicas de engenharia rodoviária que serviram de base para outros projetos que se seguiram. A construção teve início em 1963. Foi inaugurada em três etapas, sendo que a terceira e última fase, com 74km, foi até o acesso à SP 125, já próximo do Norte do Paraná. Na década de 60, foi considerada a maior rodovia da América Latina. Atualmente mais de 100.000 veículos trafegam nela por dia. |
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| Mais uma rodovia importante na região é a que liga Teodoro Sampaio a Rosana, a Rodovia Arlindo Bétio (SP 613) (nome atribuído em homenagem a um músico sertanejo), com trajeto cortando o Parque Estadual do Morro do Diabo em 4 quilômetros e que, portanto, demanda um cuidado especial em sua conservação e sinalização, visando a proteção da fauna silvestre e do meio ambiente. |
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